Quais precauções são recomendadas após a cirurgia de glaucoma?

A cirurgia no caso do glaucoma consiste basicamente em baixar a pressão intraocular e estabilizá-la para que não apresente oscilações.

Isto é feito graças à abertura de um novo caminho para a saída do humor aquoso, uma substância incolor que se encontra na câmara anterior do olho, e cuja principal função é oxigenar e nutrir as áreas do globo ocular que não têm suprimento sanguíneo.

Quais precauções são recomendadas após a cirurgia de glaucoma?

Existem algumas dicas para a cirurgia pós-operatória do glaucoma. Os pacientes devem seguir uma série de recomendações básicas:

Apenas 20 ou 30 dias após a cirurgia, podemos saber se isso foi um sucesso ou não, ou se, ao contrário, não produziu os resultados esperados, pois é o tempo estimado para a cicatrização da ferida.

O risco de fechamento da fístula que comunica o espaço intra-ocular com o espaço subconjuntival sempre existirá, tanto nos dias após a operação quanto por longo tempo. Portanto, é muito aconselhável visitar nosso oftalmologista regularmente para saber se a pressão intra-ocular está nos valores apropriados em cada caso.

Infecção e sangramento são os principais riscos após a cirurgia de glaucoma. Ambos dependem em grande parte da capacidade de nossos tecidos de se renovarem e permitem uma recuperação completa e ótima.

O especialista será responsável basicamente por avaliar o estado da fístula, a evolução da cicatriz e a aparência geral da área dos olhos. Quando apropriado, realize manobras que aumentem ou diminuam a cicatrização e mitiguem os efeitos da fase pós-operatória da operação.

Apesar dos importantes avanços tecnológicos das últimas décadas, ainda não existe técnica de cirurgia de glaucoma que garanta ótimos resultados. Isso dependerá do tipo de glaucoma e do estado do globo ocular de cada paciente. Também é influenciado pela experiência do especialista que realiza a cirurgia e, é claro, pelo tipo de técnica utilizada durante a operação.

  • Hoje existem várias técnicas de cirurgia de glaucoma cujo objetivo é reduzir a pressão intra-ocular através da abertura de um tipo de dreno de humor aquoso.
  • Entre as mais proeminentes estão a canalostomia ou a canaloplastia, a esclerotomia profunda não penetrante, a trabeculectomia e os implantes de drenagem, que podem ser realizados com ou sem sistemas valvulados.
  • A fim de alcançar um processo pós-operatório menos traumático, em muitas dessas técnicas os pacientes recebem substâncias anti-cicatrizantes. O objetivo destes é limitar a capacidade do olho para selar a fístula que foi aberta durante a operação.
  • Desde há alguns anos, uma série de técnicas, chamadas MIGS, estão em estudo. Eles realizam a mesma operação para filtrar o humor aquoso, mas de forma menos agressiva e, portanto, geram menos complicações no período pós-operatório.

Tempo de recuperação

Recomenda-se que os pacientes, pelo menos uma semana após a cirurgia, tentem evitar o contato com a água no olho. É possível realizar a maior parte das atividades diárias. No entanto, é importante evitar dirigir, ler, reclinar e levantar objetos pesados.

Pode ter ocorrido alterações na qualidade visual, como visão turva, por aproximadamente seis semanas após a cirurgia.

O olho ficará vermelho e irritado imediatamente após a cirurgia, e é possível rasgá-lo. O fluido interno do olho flui através do orifício criado na cirurgia e forma uma pequena protuberância semelhante a uma bolha chamada blister de filtro. A bolha filtrante, geralmente na superfície superior do olho, é coberta pelo chão e geralmente não é visível.

Após a cirurgia, você pode precisar mudar suas lentes de contato ou óculos. Você pode usar lentes de contato gelatinosas ou gás permeável. No entanto, é possível que o blister filtrante cause problemas quando colocado, e deve-se tomar cuidado especial para evitar a contaminação do blister filtrante.

Conclusão

Esse estágio costuma ser tedioso e desconfortável para a grande maioria dos pacientes, pois a cicatrização é diferente em cada caso e, portanto, o cuidado deve ser personalizado e levar em conta a história de cada pessoa.

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Eu sou o Dr. Ruby Crowder e sou especialista em medicina pulmonar e cuidados intensivos. Eu me formei na Universidade da Califórnia, em San Francisco. Eu trabalho no Hospital Geral de São Francisco e Centro de Trauma de Zuckerberg. Eu também sou professor associado de medicina na Universidade da Califórnia, em San Francisco.

Eu pesquisei a epidemiologia e o manejo da tuberculose em países de alta incidência e publiquei muitos remédios e artigos relacionados à saúde sobre o Exenin e em outras revistas médicas.

Finalmente, gosto de viajar, mergulhar e andar de mochila.

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